segunda-feira, 5 de julho de 2010

(...)

E no fim tudo continua a mesma coisa...
Eu realmente quis algo, quis muito, e não desisti. No entanto, não dependia só de mim.
Afinal, o quão importante são nossas ações para o curso do mundo? para as decisões...
Às vezes tudo que deveriámos fazer é nos sentar e assistir a queda de mais um de nossos impérios. Construídos, estes, ao custo de lágrimas e sorrisos que pensávamos não possuir mais.
Do que valeu me importar? Só descobri o quão doloroso e inútil isso é.
Só queria apagar todos esses sentimentos, anular esse caos em mim.
Voltar a ser uma coadjuvante, não quero estrelar mais um drama.


....e acabo me odiando por não conseguir odiar.

"They're pickin' up pieces of me,
While they're pickin' up pieces of you.
In a bag you will be, before the day is over.
Were you looking for somewhere to be.
Or looking for someone to do.
Stupid me, to believe that I could trust in stupid you.
And on the back of my hand,
Were, directions I could understand.
Now that old buzzard Johnny Walker,
Has gone and ruined all our plans.
Our best-made plans.
Don't leave me here, to cast through time,
Without a map, or road sign.
Don't leave me here, my guiding light,
'Cause I, I, wouldn't know where to begin.
I asked the Kings of Medicine.
They're pickin' up pieces of me,
While they're pickin' up pieces of you.
Lying on ice you will be before the day is over.
It's a case in point baby,
That you never thought it through.
Stupid me, to believe I could depend on stupid you.
And on the tip of my tongue,
Were, words that came out all wrong.
'Cause they were drowned in Southern Comfort,
Left to dry-out in the Sun,
The noon-day Sun.
Don't leave me here, to cast through time,
Without a map, or road sign.
Don't leave me here, my guiding light,
'Cause I, I, wouldn't know where to begin.
I asked the Kings of Medicine,
But it seems that they've lost their powers.
Now all I'm left with is the hour.
Don't leave me here, to cast through time,
Without a map, or road sign.
Don't leave me here, my guiding light,
'Cause I, I, wouldn't know where to begin.
I asked the Kings of Medicine,
But it seems that they have lost their powers.
Now all I'm left with is the hour.
Don't leave me here,
Don't leave me here, oh no-oh,
I wouldn't know where to begin."

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

De repente, não mais que de repente.

O som transformou-se em silêncio, e o sorriso em choro.

Quando a música não me embalar mais com seu ritmo, no momento tão melacólica quando eu, o que me moverá?
Sinto-me presa num estado atemporal composto pelo silêncio de muitas vozes, indefinido pela estabilidade dos desejos e sujeitado aos ciclos da vontade. Quanto mais eu penso sobre ele, mais eu pareço mergulhar nele. E o não pensar? não pensar é o próprio estado em si.
A música parece interminável, mas sei que ela é finita. O que acontecerá quando ela terminar?
Nessa dimensão na qual me sinto condicionada, não sei se por hábito, vontade ou imposição, retira das coisas todo o seu esplendor.Pois, os instantes deixam as coisas mais belas, as transforma em coisas únicas. No instante seguinte elas terão outra conotação, elas deixam de ser subjectivamente como foram instantes atrás.
logo, quando o tempo e consequentemente os instantes deixam de se fazer presentes e senhores das ações, o que resta de belo nas coisas?Elas serão imutáveis. Nossa percepção sobre elas pode mudar, mas e se nós ficarmos estáticos? Comendo nosso cereal matinal enquanto o mundo vai ao inferno. Observando os outros se importa e fingindo interesse...
O teatro do cotidiano com seu texto previsível e suas personagens pobres, do ponto de vista psicológico, não me surpreende mais e me empurra mais pra essa dimensão. Sigo representando o meu papel sem acrescentar nenhuma característica marcante e sem me fazer notar, Sendo apenas mais uma figurante ao fundo, auxiliando e me sacrificando pelos heróis. Não quero lutar por mais espaço, há tempos estou presa entre essas dimensões....

Melancolia...

Nesta noite me sinto tão melancólica...

Como se esse sentimento tivesse grudado em mim e não quisesse me largar.

Lembro de ter visto em um filme, certa vez, uma dialogo sobre a depressão. No qual as personagens centrais estavam fazendo um brinde, a moça queria dedicá-lo á felicidade. Contudo o homem disse algo que me impressionou, dedicou o brinde à depressão. Pois, segundo ele, ela nos fazia companhia por mais tempo do que a felicidade.
A felicidade é um estado de espírito tão fugaz que ao alcança-la, ela se vai. Estipulamos limites e metas para sermos felizes, e assim que estás são alcançadas transformam-se em outras. A busca por ela se torna interminável, um ciclo que só termina com o nosso fim.
E afinal o que nos faz buscar esse estado útopico?
Somos bombardeados todos os dias com informações que nos pregam sobre as maravilhas de sermos felizes. Que ao possuirmos determinado tipo de produto, determinada relação, um emprego estável e enfim, se formos bem sucedidos.
Até os estados alternativos dessa ordem consumista e fútil nos dizem o que devemos fazer para sermos felizes....
E se no final só quisermos sentar e ver o tempo passar? sem esperar nada. Se quisermos apostar no azarão? sem esperar a vitória.
Vou saborear minha melacolia com uma pitada de depressão ;D

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Final de semestre

Sim, finalmente está terminando um dos piores anos da minha vida!

Junto com as promessas de fim de ano vêm as provas, trabalhos e toda a tralha pra fechar o semestre. Tenho tanta coisa pra fazer/ler que tô sem tempo ade ter uma vida social @@"

Dá vontade de largar tudo e mandar pro foda-se place, mas eu ainda não me despeguei tanto assim dos estudos.

E pra melhorar, todos os meus amigos decidiram sair esse fim de semana. Tenho desde balada à jornada extraordinária para ir...

Por mais atolada que eu esteja não deixarei de ir ao cinema ver o Lua nova! Não aguento mais...! sim, sou uma fangirl mesmo, eaí?!


E esse foi meu post mais inútil, eba!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Certezas

E então chegou a segunda-feira....

Hoje é o dia em tudo o que eu acredito, até se eu acredito....
Melhor, se eu existo é contestado.

Perco todos os meus referenciais e percebo que tudo é passível de contestação. Entro na aula com algumas certezas mínimas e saio de lá envolta em pensamentos (obscuros?) sobre a natureza das coisas.

Não tenho mais certeza se o que eu penso sou mesmo quem determino ou se é fruto de um processo cerebral no qual ele determina qual será a resposta, baseado em fatos anteriores, e se há uma resposta.

Acho a neurofilosofia fascinante, contudo não possuo conhecimento o bastante para ter certezas sobre nada. Sinto-me uma criança que está desvendando um mundo. Só que no meu caso é como se o Universo no qual eu acreditava já não existisse mais.

Hum, em breve farei um post sobre o que eu acredito que talvez seja a consciência.

o/

O morro dos ventos uivantes

Ontem ao assistir a esse filme, percebi o quão dramática e confusa são as relações humanas, não que eu já não achasse isso, o filme foi um espécie de confirmação.
As pessoas fazem uma tempestade por conta de palavras que nem ao menos foram ditas. Seria tudo muito fácil se fossemos sinceros uns com os outros, custe o que custar.

Serviu pra eu tomar decisões na minha vida, sabe?

A terra do nunca é uma ilusão afinal, tá na hora de sair da janela e dizer adeus ao Peter.
A dança dos dias continua e meus sapatos vermelhos estão apertados de mais para continuar, chegou o momento de trocá-los e seguir adiante.

domingo, 22 de novembro de 2009

Essa música me diz tanto que nem sei como não tem meu nome

Não é pedir demais querer ficar em paz,
Trancar as portas e dizer pro mundo que morremos.
Fica então aqui, que é tão ruim estar assim
E eu já não quero mais silêncio.

Aumenta o som que essa música me diz tanto
Que nem sei como não tem meu nome.

Sou uma criatura estranha, com uma solidão tamanha,
Daquelas que sempre tem que estar perto de alguém
Pra conseguir ficar bem, e que quando não tem ninguém faz manha.


São paulo é assim, mas acho tão bom dormir
Ouvindo a chuva na janela e embaixo das cobertas.
Então me abraça que é só você que eu quero
E eu quero ser tudo pra te ver sorrir.

Eu cresci assim, menino genioso e impulsivo,
E acho que gosto desse meu jeito.
Uso as mesmas camisetas, sempre tenho mil problemas
Nunca escondo meus defeitos.
Sempre ligo pros amigos quando me sinto sozinho,

Mesmo sem nada pra dizer.
Sempre digo que consigo e as vezes até acredito.
E as vezes até que me dou bem.


E hoje eu só quero ficar com você,
Aqui mesmo em casa vendo tv.
A gente faz graça sobre nossos planos
E enganos desses trinta e poucos anos.

Nene Altro