domingo, 26 de setembro de 2010

1, 2...1,2 e 1,2

Pela terceira vez dançamos esse ritmo de se importar

Fingimos que esquecemos coisas que importam

Nos importamos em esquecer

A nossa música está reverberando



O salão está vazio e não sabemos mais a origem do som

Não nos encaramos mas; Não nos tocamos mais

Quando começamos a nos magoar?

Meus pés doem dentro desses sapatos de festa



Os enfeites começaram a se desgrudar, a cair

É tão difícil dizer adeus

Os olhos estão secos e as palavras não comportam

Será que a música nunca vai acabar?


O silêncio se faz presente na nossa festa

Meus olhos presos no chão

Os ombros pesam e você está parado, como sempre

Devemos cantarolar ou seguir adiante?

Estranho

Estranho o modo como eu me perco em você
Num instante o meu presente e noutro nosso passado
Quando me dou por mim, você não está aqui

Nessa eu me perdi por querer você o tempo todo

Estranho o jeito que seu sorriso me tira do espaço/tempo
Ofusca minha referência e me joga num não-lugar
Quando ele some, lembro-me que não é mais meu
O espaço/tempo não importa com você

Estranho a maneira como você me desloca
Você é meu local seguro e o centro da minha tormenta
Quando não há você existe a paz em um lugar desconhecido
Você me perde e me localiza em meio ao nosso caos

Estranho é a quantidade de vezes que penso em você
Mesmo sabendo que não tem reciprocidade

domingo, 5 de setembro de 2010

Thinking about you

Eu tenho pensado em você, mas você não está mais aqui
Contudo, continuo o vendo na minha cama
Seu cheiro está em todas as minhas coisas
Minhas coisas estão todas cheias de você...

Eu tenho pensado em você, mas seu sorriso está desaparecendo de mim
No entanto, eu continuo a senti-lo
E estou aqui sozinha comigo mesma
O você vai fazer quando eu não estiver mais lá?

Eu tenho pensado em você, mas você não se importa
Porém, eu ainda te amo
Tudo aquilo que você não precisa e quer mesmo assim
E eu continuo a ser ninguém

Eu tenho pensado em você, mas não há mais nada de nós
Todavia, não sei se um dia houve
Outras pessoas estão com você
Elas nunca saberão o que eu sei

Eu tenho pensado em você

Da inércia ao caos

Era uma vez uma menina que acreditava que podia voar, que as pessoas eram boas e que a felicidade viria. Um dia ela pulou pela janela, teve um traumatismo craniano e viu que uma de suas verdades eram falhas. A parti disso ela deduziu que todo o resto também o era...

Sonhos construídos com base no acaso e contando com o improvável para se realizarem.
Sonhos, estes, que foram destruídos no vendaval dos dias.
Fecho os olhos e tento buscar em mim a ruína desses sonhos, mas tudo o que me restou foi o imenso vazio. Um terreno com o solo cansando e sem perspectiva de cura.

(Tudo o que eu queria é que tudo voltasse a ser como era antes. Antes de mim, antes de você, antes do nós...)
Quando pensamos que nada mais pode nos atingir, uma tsunami nos cobre e de repente nos lembramos que nunca soubemos nadar. E então, o que afinal faziámos na praia?

As pessoas passam por nossas vidas e percebemos que no fim elas não significaram nada, nada além do obvio e nada além do raso. E tudo volta ao começo....
A confusão na qual só você consegue me atirar: Da inércia ao caos. Tudo que eu preciso é do seu sorriso, só do seu sorriso, e o meu mundo vira.


Eu tentei te dizer adeus, mas tudo o que consegui foi mais um ligação sobre o meu dia...

Eu preciso que mais alguém exploda, que mais alguém se exponha.
Quero que tudo queime, o fogo nos renova, não?


Não há nada e eu sei que você me quer...
Ah incoerência está posta e estou pronta

...estou pronta.

Estive esperando pelo movimento das peças brancas
Mas, foda-se as regras. *movo o peão*

Ouço sua voz em todos os lugares....
E não há nada de você

Quando eu te contei coisas sobre coisas que você nunca entenderá
Eu espero que você se ouça, espero que você se entenda


Você esteve esperando por mim
Agora estou aqui e tenho você só dentro da minha cabeça




E TUDO ESTÁ CERTO E DENTRO DO SEU DEVIDO LUGAR. MAS E EU?






segunda-feira, 5 de julho de 2010

(...)

E no fim tudo continua a mesma coisa...
Eu realmente quis algo, quis muito, e não desisti. No entanto, não dependia só de mim.
Afinal, o quão importante são nossas ações para o curso do mundo? para as decisões...
Às vezes tudo que deveriámos fazer é nos sentar e assistir a queda de mais um de nossos impérios. Construídos, estes, ao custo de lágrimas e sorrisos que pensávamos não possuir mais.
Do que valeu me importar? Só descobri o quão doloroso e inútil isso é.
Só queria apagar todos esses sentimentos, anular esse caos em mim.
Voltar a ser uma coadjuvante, não quero estrelar mais um drama.


....e acabo me odiando por não conseguir odiar.

"They're pickin' up pieces of me,
While they're pickin' up pieces of you.
In a bag you will be, before the day is over.
Were you looking for somewhere to be.
Or looking for someone to do.
Stupid me, to believe that I could trust in stupid you.
And on the back of my hand,
Were, directions I could understand.
Now that old buzzard Johnny Walker,
Has gone and ruined all our plans.
Our best-made plans.
Don't leave me here, to cast through time,
Without a map, or road sign.
Don't leave me here, my guiding light,
'Cause I, I, wouldn't know where to begin.
I asked the Kings of Medicine.
They're pickin' up pieces of me,
While they're pickin' up pieces of you.
Lying on ice you will be before the day is over.
It's a case in point baby,
That you never thought it through.
Stupid me, to believe I could depend on stupid you.
And on the tip of my tongue,
Were, words that came out all wrong.
'Cause they were drowned in Southern Comfort,
Left to dry-out in the Sun,
The noon-day Sun.
Don't leave me here, to cast through time,
Without a map, or road sign.
Don't leave me here, my guiding light,
'Cause I, I, wouldn't know where to begin.
I asked the Kings of Medicine,
But it seems that they've lost their powers.
Now all I'm left with is the hour.
Don't leave me here, to cast through time,
Without a map, or road sign.
Don't leave me here, my guiding light,
'Cause I, I, wouldn't know where to begin.
I asked the Kings of Medicine,
But it seems that they have lost their powers.
Now all I'm left with is the hour.
Don't leave me here,
Don't leave me here, oh no-oh,
I wouldn't know where to begin."

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

De repente, não mais que de repente.

O som transformou-se em silêncio, e o sorriso em choro.

Quando a música não me embalar mais com seu ritmo, no momento tão melacólica quando eu, o que me moverá?
Sinto-me presa num estado atemporal composto pelo silêncio de muitas vozes, indefinido pela estabilidade dos desejos e sujeitado aos ciclos da vontade. Quanto mais eu penso sobre ele, mais eu pareço mergulhar nele. E o não pensar? não pensar é o próprio estado em si.
A música parece interminável, mas sei que ela é finita. O que acontecerá quando ela terminar?
Nessa dimensão na qual me sinto condicionada, não sei se por hábito, vontade ou imposição, retira das coisas todo o seu esplendor.Pois, os instantes deixam as coisas mais belas, as transforma em coisas únicas. No instante seguinte elas terão outra conotação, elas deixam de ser subjectivamente como foram instantes atrás.
logo, quando o tempo e consequentemente os instantes deixam de se fazer presentes e senhores das ações, o que resta de belo nas coisas?Elas serão imutáveis. Nossa percepção sobre elas pode mudar, mas e se nós ficarmos estáticos? Comendo nosso cereal matinal enquanto o mundo vai ao inferno. Observando os outros se importa e fingindo interesse...
O teatro do cotidiano com seu texto previsível e suas personagens pobres, do ponto de vista psicológico, não me surpreende mais e me empurra mais pra essa dimensão. Sigo representando o meu papel sem acrescentar nenhuma característica marcante e sem me fazer notar, Sendo apenas mais uma figurante ao fundo, auxiliando e me sacrificando pelos heróis. Não quero lutar por mais espaço, há tempos estou presa entre essas dimensões....

Melancolia...

Nesta noite me sinto tão melancólica...

Como se esse sentimento tivesse grudado em mim e não quisesse me largar.

Lembro de ter visto em um filme, certa vez, uma dialogo sobre a depressão. No qual as personagens centrais estavam fazendo um brinde, a moça queria dedicá-lo á felicidade. Contudo o homem disse algo que me impressionou, dedicou o brinde à depressão. Pois, segundo ele, ela nos fazia companhia por mais tempo do que a felicidade.
A felicidade é um estado de espírito tão fugaz que ao alcança-la, ela se vai. Estipulamos limites e metas para sermos felizes, e assim que estás são alcançadas transformam-se em outras. A busca por ela se torna interminável, um ciclo que só termina com o nosso fim.
E afinal o que nos faz buscar esse estado útopico?
Somos bombardeados todos os dias com informações que nos pregam sobre as maravilhas de sermos felizes. Que ao possuirmos determinado tipo de produto, determinada relação, um emprego estável e enfim, se formos bem sucedidos.
Até os estados alternativos dessa ordem consumista e fútil nos dizem o que devemos fazer para sermos felizes....
E se no final só quisermos sentar e ver o tempo passar? sem esperar nada. Se quisermos apostar no azarão? sem esperar a vitória.
Vou saborear minha melacolia com uma pitada de depressão ;D